Sinopse: “Ainda Estou Vivo” é a autobiografia franca e sincera de Phil Collins, narrada em primeira pessoa. O livro traça sua jornada desde uma infância modesta nos subúrbios de Londres até o estrelato global como baterista e vocalista do Genesis e como um dos artistas solo de maior sucesso dos anos 1980 e 1990. A obra é marcada pela honestidade brutal de Collins sobre seus triunfos profissionais e seus profundos fracassos pessoais.
Principais Temas e Estrutura:
- Infância e Primeiros Passos na Música: Collins descreve sua criação no pós-guerra em Hounslow, seu relacionamento complexo e distante com seu pai, e o apoio fundamental de sua mãe. Começa como ator mirim (interpretando o Artful Dodger em Oliver!), mas sua verdadeira paixão é a bateria, levando-o a abandonar a carreira de ator para se dedicar à música.
- A Ascensão com o Genesis: O livro detalha sua entrada no Genesis em 1970, os anos de turnês incansáveis e a construção da identidade da banda no rock progressivo. Ele aborda a parceria criativa (e as tensões) com Peter Gabriel, Tony Banks e Mike Rutherford, e a surpreendente decisão de Gabriel de deixar a banda em 1975.
- A Transição para Líder: O momento crucial em que Collins, relutantemente, torna-se o novo vocalista do Genesis após uma exaustiva busca por um substituto. Ele descreve a insegurança e o choque de assumir os holofotes, mas também o sucesso crítico e comercial que se seguiu.
- O Sucesso Solo Explosivo: Collins narra como a dor e a raiva de seu primeiro divórcio inspiraram seu álbum de estreia, Face Value, e o mega-hit “In the Air Tonight”. Ele detalha sua carreira solo meteórica nos anos 80, marcada por álbuns como No Jacket Required, colaborações com lendas (Eric Clapton, Robert Plant, Philip Bailey) e sua onipresença na música e na MTV.
- O Live Aid e o Led Zeppelin: Um dos capítulos mais memoráveis descreve o mal-fadado “show de reunião” do Led Zeppelin no Live Aid em 1985. Collins detalha sua logística insana (tocar em Londres e voar de Concorde para a Filadélfia no mesmo dia) e a experiência desastrosa e tensa no palco com Jimmy Page e Robert Plant, pela qual ele foi injustamente culpado.
- Vida Pessoal e Relacionamentos: Este é o cerne da honestidade de Collins. Ele explora abertamente seus três divórcios (com Andrea, Jill e Orianne), admitindo seus fracassos em equilibrar a vida familiar com a vida na estrada. Ele fala sobre a dor da distância de seus filhos (Simon, Joely e Lily) e o impacto de suas decisões sobre eles.
- Lutas Contra o Vício e Problemas de Saúde: Na segunda metade do livro, Collins descreve sua descida ao alcoolismo após seu terceiro divórcio e o afastamento dos filhos mais novos. Ele é brutalmente honesto sobre seus “fins de semana perdidos”, as internações hospitalares por pancreatite e o momento em que sua família e amigos intervieram para salvar sua vida. O livro também detalha seus graves problemas de saúde, incluindo a perda auditiva, uma vértebra deslocada e lesões nas mãos que o forçaram a parar de tocar bateria.
- Reconciliação e Reflexão: O livro termina em uma nota positiva, com Collins se reconciliando com sua terceira ex-mulher, Orianne, e reassumindo seu papel como pai presente para seus filhos mais novos, Nicholas e Matthew. Ele reflete sobre seu legado, seus arrependimentos e a sorte de estar “ainda vivo”.
Em poucas linhas:
A autobiografia é o relato de um homem que alcançou o ápice do sucesso profissional, mas pagou um preço altíssimo em sua vida pessoal. É uma história de talento, ambição, fama, excessos, arrependimento, fracasso e, finalmente, redenção e reconciliação, contada com a mesma batida sincera e sem rodeios que define sua música.






