Sinopse: Nesta coletânea de ensaios, Dara Horn explora uma inquietante obsessão cultural: o mundo demonstra um enorme fascínio e respeito pelos judeus do passado, especialmente pelas vítimas do Holocausto, mas demonstra indiferença, hostilidade ou desinteresse pelos judeus vivos e pela sua cultura vibrante. A autora argumenta que essa admiração póstuma é, na verdade, uma forma de desumanização. Ao celebrar “judeus mortos”, a sociedade os transforma em símbolos convenientes para lições morais universais, ao mesmo tempo que ignora as complexidades da vida judaica real, as suas tradições, a sua língua (o iídiche) e as suas lutas contemporâneas, incluindo o antissemitismo persistente. Através de histórias que vão desde o culto a Anne Frank e a exploração comercial do Holocausto até ao apagamento de comunidades judaicas na China e a violência contra judeus nos EUA, Horn questiona o propósito desse “amor” seletivo. A obra é um alerta contra a redução de um povo a um ícone de sofrimento passado, defendendo o direito dos judeus de serem vistos e respeitados como pessoas vivas, com uma cultura rica e um presente complexo.






