Sinopse: “A Contagem dos Sonhos“, de Chimamanda Ngozi Adichie, é um romance que entrelaça as vidas de quatro mulheres nigerianas, explorando seus desejos, solidão, relacionamentos e a busca por realização pessoal.

A narrativa começa durante a pandemia de COVID-19 com Chiamaka, uma escritora de viagens que, isolada em casa, revisita seu passado e se arrepende de relacionamentos fracassados (como com o arrogante acadêmico Darnell e com o inglês casado) e das chances que não aproveitou. Ela anseia por uma conexão profunda, por ser verdadeiramente conhecida por alguém.

Sua melhor amiga, Zikora, é uma advogada de sucesso que sofre um doloroso abandono durante a gravidez. O romance explora sua relação complexa com a mãe, sua obsessão pelo casamento ideal e a profunda transformação que a maternidade solitária lhe impõe.

Em seguida, conhecemos a história pregressa de Kadiatou, a governanta de Chiamaka. Guineana, Kadiatou viveu a perda do pai na infância, a mutilação genital, um casamento arranjado, a morte da irmã e a espera por um amor do passado, Amadou. Sua vida sofre uma reviravolta trágica ao ser violentamente agredida por um hóspede influente em seu trabalho como camareira, tornando-se o centro de um caso midiático que expõe as injustiças e a fragilidade de sua posição como imigrante.

Por fim, Omelogor, prima de Chiamaka, é uma mulher extremamente bem-sucedida e independente em Abuja. Embora aparente ter uma vida plena, ela questiona seu próprio vazio existencial após um comentário da família. Relembra sua traumática experiência em um mestrado nos EUA, onde se sentiu julgada por sua identidade, e os “breves ataques de paixão” que definem seus relacionamentos sem compromisso, contrastando com sua profunda amizade com Hauwa.

O clímax do livro ocorre quando o processo criminal de Kadiatou é arquivado pelos promotores americanos, que a consideram uma testemunha não confiável devido a pequenas inconsistências em seu passado. Surpreendentemente, Kadiatou reage à notícia não com desespero, mas com um imenso alívio, libertando-se do peso de ter que provar sua inocência a um sistema que não estava disposto a acreditar nela.

A obra é, portanto, um mosaico sobre a solidão, a força feminina, as complexidades da imigração, os abusos de poder e a dolorosa, por vezes libertadora, aceitação de que a vida nem sempre segue os sonhos que planejamos, encontrando-se beleza e recomeços nas brechas inesperadas. A autora também revela, em nota, que o livro é, em essência, uma reflexão sobre o luto pela perda de sua própria mãe.

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