Autor: Gilles Lipovetsky

  • O império do efêmero

    O império do efêmero

    Sinopse: Em O império do efêmero, Gilles Lipovetsky argumenta que a moda não é um fenômeno superficial ou secundário, mas sim um princípio estruturante central das sociedades modernas. Ele traça sua história desde o final da Idade Média, mostrando sua evolução de um privilégio aristocrático para um sistema democrático e generalizado. A obra defende que a moda, com seus valores de efemeridade, sedução e individualização, é um agente fundamental da modernidade, promovendo a autonomia pessoal e a dinâmica social, mesmo que de forma ambígua, ao lado do consumo de massa e da cultura midiática.

  • A-Era-Do-Vazio

    A-Era-Do-Vazio

    Sinopse: “A Era do Vazio”, de Gilles Lipovetsky, apresenta uma análise da mutação sociológica e cultural das sociedades ocidentais contemporâneas, que o autor define como a passagem da era moderna para a pós-moderna.

    A ideia central é a emergência de um novo processo de socialização e individualização, chamado de “processo de personalização”. Este processo representa uma ruptura com a ordem disciplinar, autoritária e ideológica que predominou até meados do século XX, caracterizada por regras uniformes e deveres coletivos.

    Na nova era pós-moderna, a sociedade funciona por meio da sedução, da comunicação, da informação e da estimulação das necessidades. As instituições tornam-se mais flexíveis, visando a realização pessoal, o hedonismo e o respeito pela singularidade de cada indivíduo. O lema deixa de ser a subordinação ao coletivo e passa a ser a liberdade individual e a autenticidade.

    Lipovetsky identifica o narcisismo como a nova figura do individualismo, um indivíduo preocupado consigo mesmo, com seu corpo e equilíbrio psicológico, mas ao mesmo tempo desinvestido da esfera pública e dos grandes ideais coletivos. Essa virada para o privado gera um paradoxo: quanto mais o indivíduo se realiza, mais se sente vazio, ansioso e vulnerável, num contexto de indiferença pura em relação aos valores tradicionais, à política e ao futuro.

    A obra analisa como esse fenômeno se manifesta em várias esferas: na política, que se torna espetáculo; na arte, com o esgotamento das vanguardas e o surgimento de um estilo humorístico e eclético; e nos costumes, com a suavização da violência interpessoal, mas o surgimento de novas formas de violência “hard” e de patologias como a depressão. Em suma, Lipovetsky descreve uma sociedade que, ao alcançar o auge do individualismo, se depara com o vazio de sentido, governada por uma lógica hedonista e personalizada, mas desprovida de projetos históricos mobilizadores.

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