Sinopse: Publicado em 1857, “O Guarani” é um romance indianista e histórico que se passa no Brasil do século XVII (por volta de 1604). A história gira em torno da casa de D. Antônio de Mariz, um fidalgo português que se isolou com a família nas margens do rio Paquequer, no interior do Rio de Janeiro, para manter-se leal ao rei de Portugal sob o domínio espanhol.
A trama central é o amor idealizado e a relação de profunda lealdade entre Cecília (Ceci), a delicada filha do fidalgo, e Peri, um bravo e nobre índio da tribo Goitacá. Peri salva a vida de Cecília em diversas ocasiões e se torna seu guardião fiel e dedicado, vivendo em função de sua felicidade e segurança.
O romance entrelaça esse amor impossível e platônico com perigos constantes. A família de D. Antônio enfrenta ameaças internas e externas: de um lado, a revolta e traição dos aventureiros mercenários que vivem em sua casa, liderados pelo ambicioso e vil Loredano (um frade italiano que abandonou a batina para buscar um tesouro). De outro, o ataque feroz da tribo selvagem dos Aimorés, que busca vingança contra os brancos.
A obra culmina em uma série de confrontos e uma catástrofe final. Em meio ao desespero, Peri prova sua nobreza ao converter-se ao cristianismo para, segundo as leis da honra do fidalgo, poder salvar Cecília. O livro termina de forma sugestiva e poética, com Peri levando a desmaiada Cecília em uma canoa, em meio a uma enorme inundação, deixando em aberto o destino dos dois, que parece se fundir com a própria natureza selvagem.

