Sinopse: Nesta obra fundamental, Thomas Malthus apresenta a sua teoria sobre a relação entre o crescimento populacional e a produção de alimentos. Ele postula que a população, quando não controlada, cresce em progressão geométrica (2, 4, 8, 16…), enquanto os meios de subsistência crescem apenas em progressão aritmética (1, 2, 3, 4…). Essa desigualdade fundamental cria uma pressão constante e inevitável sobre a sociedade.
Malthus argumenta que esse desequilíbrio é mantido por meio de obstáculos que se manifestam como miséria (fome, doenças, guerras) e vício (controlo da natalidade, costumes corruptos). Estes atuam como freios positivos e preventivos sobre o crescimento populacional, mantendo-o alinhado com a disponibilidade de alimentos.
O autor utiliza esta teoria para criticar as ideias de perfectibilidade da sociedade e da igualdade propostas por filósofos como William Godwin e o Marquês de Condorcet. Para Malthus, qualquer tentativa de criar uma sociedade utópica e igualitária estaria fadada ao fracasso, pois a Lei da População, uma lei imutável da natureza, inevitavelmente geraria escassez, miséria e o colapso do sistema, levando ao restabelecimento da propriedade privada e das desigualdades como mecanismos necessários para conter o excesso populacional.

