✍️ por Claudio Willer
Sinopse

Sinopse: Este ensaio propõe uma análise aprofundada da Geração Beat, o movimento literário norte-americano que revolucionou a cultura no século XX, sob uma perspectiva inovadora: a de que sua rebeldia estava profundamente enraizada em tradições místicas e anarquistas. O autor parte da frase de Jack Kerouac, “Tudo me pertence, porque eu sou pobre”, como um mote que conecta a mística da pobreza e da marginalidade beat a movimentos religiosos dissidentes da Idade Média, como a heresia do Espírito Livre. Willer examina como a busca pela liberdade total, a transgressão, a vida errante e a sexualidade sem amarras dos beats encontram paralelos no “anarquismo místico” de grupos que acreditavam que a pobreza e a união com o Espírito Santo aboliam o pecado. O livro explora as “religiões pessoais” dos principais autores do movimento — Kerouac, Ginsberg, Corso, McClure, entre outros —, destacando suas afinidades com o gnosticismo, o budismo, o xamanismo e outras correntes espirituais marginalizadas.

Antologia Letras Criativas · Edição 01

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