Autor: José Saramago

  • O conto da ilha desconhecida

    O conto da ilha desconhecida

    Sinopse

    O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, é uma narrativa breve e alegórica sobre um homem que procura o rei para pedir um barco, decidido a encontrar uma ilha desconhecida. Mesmo diante da afirmação de que todas as ilhas já foram descobertas, ele insiste em partir, acompanhado por uma mulher que abandona sua antiga rotina para compartilhar a aventura.

    Em poucas linhas: é uma delicada parábola sobre sonhos, coragem e autoconhecimento, na qual a procura por uma ilha desconhecida representa também a busca por aquilo que ainda desconhecemos em nós mesmos. Com simplicidade e profundidade, Saramago reflete sobre desejo, liberdade e a necessidade de abandonar certezas para descobrir novos caminhos.

  • Ensaio sobre a cegueira

    Ensaio sobre a cegueira

    Sinopse

    Sinopse: Ensaio sobre a cegueira narra uma epidemia inexplicável de “cegueira branca” que se espalha rapidamente e leva uma cidade ao colapso social. Em meio ao caos, apenas uma mulher continua enxergando e acompanha um pequeno grupo de sobreviventes.

    A obra usa essa situação extrema para refletir sobre egoísmo, solidariedade, violência, poder e fragilidade da civilização. Mais do que falar da cegueira física, o romance questiona a cegueira moral e humana presente no cotidiano.

  • Viagem-a-Portugal

    Viagem-a-Portugal

    Sinopse

    Sinopse: “Viagem a Portugal” é um relato de viagem do Prêmio Nobel José Saramago, no qual o autor percorre o país de norte a sul, documentando suas impressões sobre a paisagem, a arte, a arquitetura e, acima de tudo, as pessoas que encontra pelo caminho. Mais do que um guia turístico, a obra é uma reflexão profunda e sensível sobre a identidade portuguesa, combinando a descrição de monumentos e cidades com a história, a literatura e a memória afetiva do próprio viajante. Com uma prosa lírica e atenta aos detalhes, Saramago não se limita aos roteiros convencionais; ele se perde em estradas secundárias, visita lugares esquecidos e estabelece diálogos com os habitantes locais.

  • Ensaio-sobre-a-lucidez

    Ensaio-sobre-a-lucidez

    Sinopse

    Sinopse: Numa capital não identificada, durante umas eleições autárquicas, ocorre um fenómeno sem precedentes: mais de 70% dos eleitores votam em branco. Perante a repetição da eleição, a percentagem sobe para 83%. O que começa como uma surpresa para o poder instituído transforma-se numa crise política de proporções colossais. Incapaz de aceitar este ato de protesto pacífico e democrático, o governo, apoiado pelos partidos tradicionais (direita, centro e esquerda), assume que se trata de uma conspiração organizada e reage com medidas progressivamente autoritárias: declara o estado de sítio, cerca a cidade com o exército, proíbe a saída dos seus habitantes e lança uma violenta campanha de investigação policial para encontrar os “culpados”.

    A narrativa acompanha a perplexidade e a escalada repressiva do poder, centrando-se nas reuniões do governo e nos esforços falhados da polícia secreta para desvendar a “conspiração”. Paralelamente, revela-se a existência de um pequeno grupo de pessoas que, durante uma anterior epidemia de cegueira (em Ensaio sobre a Cegueira), foram guiadas por uma mulher que, misteriosamente, nunca perdeu a visão. Esta mulher e o seu círculo de amigos tornam-se os principais alvos da suspeita governamental, sendo transformados em bodes expiatórios. A história culmina num crescendo de tensão, violência e tragédia, expondo a fragilidade da democracia quando confrontada com a vontade livre e consciente dos cidadãos e a brutalidade de um poder que se sente ameaçado.

  • As-intermitencias-da-morte

    As-intermitencias-da-morte

    Sinopse

    Sinopse: Num país sem nome, no primeiro dia do Ano Novo, ninguém morre. Este fato, aparentemente miraculoso, lança a sociedade num profundo turbilhão de consequências práticas, morais e filosóficas. A euforia inicial pela vida eterna rapidamente se desvanece, dando lugar ao caos: hospitais ficam entupidos com doentes terminais que não morrem, lares de idosos tornam-se prisões perpétuas, as agências funerárias e a máfia reinventam-se para lucrar com o “tráfico” de moribundos para países vizinhos onde a morte ainda opera.

    A narrativa, contada com a ironia e a profunda reflexão características de Saramago, expõe a hipocrisia e a fragilidade das estruturas sociais, religiosas e políticas perante a rutura da “ordem natural”. A certa altura, a morte (personificada como uma mulher) regressa, mas decide avisar as pessoas por carta, concedendo-lhes uma semana de vida.

    O foco da história desloca-se então para o único homem que, por razões misteriosas, recusa morrer, fazendo com que a sua carta fúnebre seja sempre devolvida. Intrigada e desafiada, a morte abandona a sua forma esquelética e assume a aparência de uma mulher sedutora para investigar o violoncelista que teima em viver. O que se segue é uma reflexão poética e comovente sobre a solidão, o amor, a arte e a própria natureza da vida, culminando num final que subverte todas as expectativas.

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