Sinopse: O livro é uma autobiografia ensaística e poética em que a autora, uma travesti, atriz e escritora argentina, entrelaça suas memórias de infância e juventude com uma profunda reflexão sobre o ato de escrever. A obra parte de lembranças íntimas — como o aprendizado da leitura e da escrita com os pais em meio à pobreza e à violência familiar — para explorar temas como a descoberta da própria identidade, o travestismo, a prostituição, a relação com a literatura e o teatro.
Sosa Villada também examina o papel da escrita como refúgio, ferramenta de sobrevivência e espaço de liberdade, ao mesmo tempo que discute a solidão do escritor, a inspiração, a memória e a influência de autoras como Marguerite Duras, Carson McCullers e Wisława Szymborska. O título remete à ideia de que a escrita é uma “viagem inútil” — um gesto que não se submete à lógica da utilidade ou da produtividade, mas que, paradoxalmente, dá sentido à vida e à arte.








