genero: Filosofia

  • A-Etica-protestante-e-o-espirito-do

    A-Etica-protestante-e-o-espirito-do

    Sinopse: Max Weber investiga a origem de um fenómeno observado na Europa e nos EUA: a maior propensão de regiões e indivíduos protestantes (especialmente de ramos ascéticos como o calvinismo, pietismo e seitas batistas) para o desenvolvimento de uma conduta de vida voltada para o trabalho metódico, a poupança e o sucesso nos negócios.

    Weber argumenta que este “espírito do capitalismo moderno” — a ideia de ganhar dinheiro de forma racional e sistemática como um fim em si mesmo e um dever profissional — não surgiu apenas de fatores económicos, mas foi profundamente influenciado por certas ideias religiosas da Reforma Protestante.

    Conceitos como a vocação profissional (Beruf) em Lutero e, sobretudo, a doutrina calvinista da predestinação criaram uma angústia existencial nos fiéis: como saber se eram os eleitos para a salvação? A resposta prática encontrada foi a ascese intramundana: o trabalho profissional árduo, metódico e bem-sucedido passou a ser visto como um sinal (ou “comprovação”) da graça divina e um meio de glorificar a Deus. Isso, aliado à proibição do gozo espontâneo da riqueza, levou à acumulação de capital e à sua reinvestimento produtivo.

    Em suma, a ética do trabalho do protestantismo ascético forneceu a motivação psicológica e a justificação moral que impulsionaram a formação do espírito capitalista moderno, criando um “ethos” onde o sucesso nos negócios e a disciplina pessoal se tornaram valores centrais da cultura ocidental.

  • A-gente-mira-no-amor-e-acerta-na-solidao

    A-gente-mira-no-amor-e-acerta-na-solidao

    Sinopse: O livro “A gente mira no amor e acerta na solidão”, de Ana Suy, é um ensaio que propõe uma reflexão sobre a relação intrínseca entre o amor e a solidão a partir de uma perspectiva psicanalítica. A autora desconstrói a fantasia romântica de que o amor nos completa ou nos livra de nós mesmos, argumentando que, na verdade, amar é um exercício que se dá a partir da solidão de cada um. A obra explora como nos constituímos como sujeitos através do amor recebido na infância e como essa bagagem nos acompanha nas relações adultas. Ana Suy diferencia paixão (um estado de fusão e idealização) de amor (que acolhe a falta e a diferença do outro), e defende que a solidão não é o oposto do amor, mas sua condição fundamental: é estando bem consigo mesmo que se pode verdadeiramente se encontrar com o outro, sabendo que cada um carrega uma parte intransferível de si.

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