Sinopse: A obra investiga a dinâmica da acumulação de capital e a evolução da desigualdade desde o século XVIII. Utilizando uma vasta base de dados de mais de 20 países, Piketty argumenta que, quando a taxa de retorno do capital (r) é persistentemente maior que a taxa de crescimento econômico (g), a riqueza herdada tende a crescer mais rápido do que a renda proveniente do trabalho. Essa força fundamental (r > g) gera uma concentração automática de riqueza, levando a desigualdades extremas que podem ameaçar os valores meritocráticos das sociedades democráticas.
O livro analisa as transformações do capital (de terras para ativos imobiliários e financeiros), as flutuações da desigualdade ao longo do século XX (acentuadamente reduzida pelas guerras mundiais e políticas públicas) e seu ressurgimento a partir dos anos 1970-1980, especialmente nos países anglo-saxões com a ascensão dos “superexecutivos”. A conclusão central é que a dinâmica da desigualdade não é espontaneamente corrigida pelo mercado, exigindo, para sua regulação, políticas públicas específicas, como um imposto progressivo global sobre o capital.










